Lusopasso · Aprendizagem

A bandeira e as armas nacionais

A bandeira tem dois campos desiguais: verde junto à haste e vermelho no restante comprimento. Sobre a união das cores aparece o escudo, assente numa esfera armilar. Distinga o desenho observável das interpretações simbólicas: a ligação das quinas à visão de Ourique é apresentada pela fonte como uma lenda.

Orientação e proporção

Comece pela haste, em vez de memorizar «esquerda» e «direita»: a posição do observador pode mudar. O campo verde ocupa dois quintos do comprimento; o vermelho ocupa três quintos. A altura e o comprimento relacionam-se na proporção de dois para três. Uma bandeira de desenho correto é, portanto, mais comprida do que alta, e os campos não são iguais. Estas duas medidas descrevem aspetos diferentes: a proporção da peça inteira e a repartição das cores. Desenhe primeiro o retângulo e só depois a linha de divisão.

Três camadas para observar

Sobre a união das cores, veja a esfera armilar; sobre ela, o escudo nacional. Dentro da parte branca do escudo encontram-se cinco escudetes azuis, conhecidos como quinas. Cada um contém cinco pontos brancos, os besantes. À volta, uma bordadura vermelha contém sete castelos. Conte um tipo de elemento de cada vez. Cinco quinas não significa cinco castelos, e os besantes não são outros escudos. A organização por camadas ajuda a responder a perguntas sobre localização e quantidade sem confundir o fundo da bandeira com o desenho das armas.

Uma mudança com etapas

Depois da implantação da República em 1910, o azul e branco da bandeira monárquica deram lugar ao verde e vermelho. O Governo Provisório aprovou o projeto final a 29 de novembro de 1910; a Assembleia Nacional Constituinte ratificou-o a 19 de junho de 1911. Não são datas alternativas para um mesmo ato: identificam atos diferentes. A nova composição também conservou elementos tradicionais, como as quinas e a esfera armilar. Ao estudar a mudança, separe a decisão sobre as cores da permanência de elementos das armas nacionais.

Significado e lenda

O artigo 11.º da Constituição descreve a bandeira como símbolo da soberania da República e da independência, unidade e integridade de Portugal. Já as explicações antigas de elementos heráldicos pertencem a outro plano. O Museu da Presidência apresenta a associação das quinas a uma visão de Cristo antes de Ourique como uma lenda, formulada no século XV. Aprender uma lenda como tradição simbólica não exige aceitá-la como facto comprovado. Identifique sempre se a fonte está a descrever um desenho, uma regra atual ou uma interpretação histórica.

Rever por perguntas

Sem olhar para uma imagem, descreva a bandeira da haste até à extremidade. Depois conte quinas, besantes numa quina e castelos: cinco, cinco e sete. Explique por que razão a linha de divisão não fica a meio do comprimento: os campos ocupam dois e três quintos. Por fim, distinga a aprovação de 1910 da ratificação de 1911 e uma lenda de um facto documentado. Se hesitar, volte à secção e à fonte relevantes. A prática abaixo serve para consolidar estas distinções em exercícios independentes.

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Fontes e citações

  1. Bandeira Nacional — Arquivo da Presidência de Jorge Sampaio

    Description of colour division, central arms and proportions

  2. Bandeira Nacional

    A nova Bandeira Nacional; Origem; O que significa

  3. Constituição da República Portuguesa

    Artigo 11.º, n.os 1 e 2; preâmbulo; Artigo 296.º